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Qual o pré-filtro correto para minha aplicação?

Atualizado: 6 de jul. de 2025

Tempo de leitura : 3 minutos


Selecionar o tamanho de poro e a eficiência de remoção adequados para um pré-filtro — seja para um novo sistema ou como substituição — é fundamental para garantir um desempenho ideal. Esse processo exige informações detalhadas sobre o fluido a ser filtrado, o tipo de filtro que será protegido, a vazão esperada e a capacidade de filtragem (throughput).

Ao substituir um pré-filtro, é importante entender que os fabricantes podem classificar os tamanhos de poro e o desempenho de forma diferente. Solicitar simplesmente um “pré-filtro de 0,45 micra” a outro fornecedor pode não resultar em um produto equivalente. Um fornecedor confiável solicitará dados detalhados da aplicação para especificar o filtro correto, enquanto um fornecedor menos cuidadoso poderá enviar qualquer filtro de 0,45 micra disponível — muitas vezes para surpresa e decepção do cliente.



Então o cliente pergunta: “Por que o seu filtro de 0,45 micra é diferente do que eu já utilizo?”


A resposta está na forma como diferentes fornecedores classificam seus pré-filtros, tanto em relação ao tamanho dos poros quanto à eficiência de remoção.


Pré-Filtração Nominal vs. Absoluta

Filtros para líquidos geralmente são classificados como absolutos — ou seja, removem praticamente todas as partículas acima do tamanho de poro especificado — ou nominais — significando que removem algumas ou a maioria das partículas acima dessa classificação.

Se o pré-filtro existente possui uma classificação absoluta, a substituição é relativamente simples. Filtros com classificação absoluta são, em geral, filtros de membrana com altíssima eficiência de remoção (99,9% ou mais). Basta selecionar um filtro absoluto com materiais compatíveis com o fluido a ser processado, e ele deverá funcionar de forma semelhante. Um exemplo disso seria utilizar uma membrana com classificação absoluta de 0,45 ou 0,65 micra como pré-filtro para um filtro final esterilizante de 0,22 micra. O poro maior removerá a maioria das partículas que poderiam obstruir prematuramente o filtro final — e até alguns microrganismos que o filtro esterilizante é projetado para reter — prolongando assim a vida útil do filtro final.


Classificação de Pré-Filtros

É importante observar que alguns fornecedores de filtros podem reclassificar um filtro com poros maiores como tendo uma classificação mais restritiva, sem chamá-lo de absoluto. Por exemplo, uma membrana de 0,65 micra pode reter algumas partículas de 0,22 micra, e por isso pode ser rotulada como um pré-filtro de 0,22 micra. Nesse caso, substituir esse pré-filtro por um filtro absoluto de 0,22 micra provavelmente resultaria em menor vazão, entupimento prematuro (menor capacidade de filtração) e um cliente muito insatisfeito.

Se o pré-filtro existente tiver uma classificação nominal, isso geralmente implica o uso de algum tipo de filtro de profundidade (como polipropileno, fibra de vidro etc.). O ponto chave, nesse caso, é lembrar que nem todos os fornecedores utilizam a mesma definição para "nominal". Um pode especificar seus filtros nominais com 95% de eficiência de remoção, enquanto outro pode especificar 80% (ou até menos). Confundir essas classificações pode levar a dois resultados possíveis — ambos indesejáveis.


Eficiência de Pré-Filtros: Alta para Baixa e Vice-Versa

Se um filtro com 80% de eficiência for substituído por um com 99% de eficiência, provavelmente a vazão será menor (ou será necessário maior pressão para mantê-la), e a capacidade de filtração (throughput) será reduzida. Isso levaria a trocas mais frequentes do pré-filtro (embora o filtro final continue bem protegido).

No caso inverso, onde um filtro de 80% de eficiência substitui um de 99%, pode haver uma melhora na vazão e na queda de pressão exigida, mas o pré-filtro permitirá a passagem de uma maior quantidade de contaminantes, o que pode resultar no entupimento prematuro do filtro final.

Em ambos os casos, haveria uma diferença perceptível no desempenho do sistema — e um cliente insatisfeito.


Utilizando-se destes conceitos, fica claro que é fundamental obter todas as informações ao especificar um pré-filtro de reposição. Desta forma, economiza-se no tempo e no dinheiro para otimização de um processo de filtração.


Conclusão:


Em conclusão, a escolha adequada de um pré-filtro — seja para projetos novos ou substituições — não deve se basear apenas em classificações nominais como o tamanho do poro indicado. Compreender as diferenças entre filtros nominais e absolutos, bem como as variações nas classificações de eficiência entre fornecedores, é essencial para evitar falhas no processo, reduzir custos operacionais e garantir a proteção eficaz dos filtros finais. Um fornecedor experiente e responsável sempre solicitará dados técnicos precisos da aplicação para assegurar a seleção do pré-filtro mais apropriado. Essa abordagem técnica e criteriosa é o que assegura o desempenho ideal, a longevidade dos componentes do sistema e, acima de tudo, a satisfação do cliente.


A VERTER conta com uma equipe técnica altamente qualificada e experiente, pronta para oferecer suporte na seleção do pré-filtro mais adequado para cada aplicação específica. Seja em projetos planejados ou demandas eventuais e urgentes, a VERTER está preparada para responder com agilidade, conhecimento técnico e compromisso com a performance do processo de filtração do cliente.


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